1994

NACIONAIS
Timbalada (Carlinhos Brown), Dalgalarrondo, Trio Francobrasileiro / Duo Diálogos, Naná Vasconcelos, Olodum.

INTERNACIONAIS
Dudu Tucci Alemanha/Brasil, Harmonites Intl Steel Orchestra Antigua, Karnataka College of Percussion India, Los Papines Cuba, Sagamam India, Samul Nori Coréia do Sul, Teka Percussion Ensemble Hungria,
The Queen’s Lancashire Regiment England, Trilok Gurtu India, Thierry Miroglio França.

LOCAL Salvador

DIREÇÃO ARTÍSTICA / CURADORIA
Arrigo Barnabé

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RELEASE

“Tudo quanto vibra faz música”

Stockhausen

A percussão é considerada pelos povos asiáticos e africanos um presente dos deuses. Para muitos, o maior tambor do mundo é tocado pelo deus do trovão quando quer chamar povos de outros mundos e se comunicar com os mortais. A descoberta e a exploração dos sons da Ásia e da África vem enriquecendo notavelmente a música ocidental – principalmente a partir da segunda metade do século XIX – tanto no aspecto rítmico, como no tímbrico e harmônico. Compositores clássicos como Debussy, Varèse, Cage, Ravel e Stravinsky absorveram tais influências em seus trabalhos.
Às vésperas do fim do milênio, o Panorama Percussivo Mundial pode ser considerado um indicador do futuro cultural étnico que nos aguarda, reunindo artistas e grupos de várias partes do planeta – unidos pelo que o “sacerdote” Aja Addy chama de “o poder da música, do ritmo e da dança”. Nada mais natural que a escolha de Salvador, produto contemporâneo do encontro de raças e culturas distintas, para sediar esse festival, cuja organização exigiu oito meses de pesquisa e planejamento. A perspectiva de realizá-lo a cada ano pode contribuir de modo significativo para que Salvador se torne um dos grandes centros mundiais da música percussiva, transformando-se num polo irradiador das mais diversas tendências do gênero.

Beth Cayres Produções Artísticas

IMAGENS

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